21 de abril de 2007

brasília, o vídeo



... os 10 finalistas do festival:

Dia de Praia na Capital – de Natália B Martins (1º lugar)
O Peixe do Povo – de Marcelo Camargo
Mi Casa – de Gustavo S Maia
Behr de Brasília – de Rodrigo L Martins
Bruno sem Noção – de Gustavo S F Coelho (ñ encontrado)
A Hora Pesada ­– de Armando Fonseca
O Curta no Curta – de Bianca Garcia
Itinerário – de Jorge Verlindo
BEMTEVI – de Odete P Ferreira (ñ encontrado)
Massificación – de Rodrigo de Oliveira Costa (ñ encontrado)

fonte: terraço shopping, 29/04/2007
(http://www.terracoshopping.com.br/terraco/?u=13&s=134&id=181)

sem título

há título... ou havia, ao menos, o texto, no fim. concebido dessa forma, a idéia era excitar a discussão – que nunca houve – explorando um pouco mais as imagens propostas. sem título, sem direção, acreditei libertar a imaginação, de forma que a experiência de cada um, por si, revelasse a verdade do texto. pretensão rude! ainda assim obtive respostas: "buraco negro", disse um. "útero", outro. "o cu da gia", teria dito a mãe do baleiro, acho... prova de que não sei me expressar. sem título, agora e por enquanto... desisto.


neste lugar, escuro
o tempo passa... estúpido passa
insciente, o tempo
ausente dita, irresponsavelmente
aplauso tácito, parvo
sem dor ou pesar
assim, tanto melhor
viver programadamente
idiota planejado, visto cuidado
assim, nesse lugar, escuro
demasiado triste
não saber quem se é
não saber como ser
não saber...
culpa minha? sua?
pena nossa, esse lugar, escuro

20 de abril de 2007

brasília

minha homenagem à cidade que me acolhe, brasília, que, neste sábado próximo, dia 21, completa 47 anos... que o seu azul perdure...


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5 de fevereiro de 2007

os melhores meus epitáfios

todo dia um
menos dia um
em que eu não for mas um


há coisa de dois anos, quando então perdia as tardes neste estande de vendas armado na feira do livro de brasília, controlando perdas, crianças e o meu desejo de ir pra casa (não como a criança que se cansa cedo das férias ou o soldado que luta num país estrangeiro, mas como o desejo expresso de michael leunig numa de suas charges: um homem, em sua cidade, em sua casa, em sua cama, diz a sua esposa: "i wanna go home!"), acendeu-me a idéia de um livro de epitáfios: a proposta era criar um epitáfio por dia, o que, além de poupar a um alguém o trabalho de pensar em algo para a minha lápide, haveria de garantir a verdade sobre o autor. planejava, ainda, reunir curiosidades acerca do tema, epitáfios espirituosos, edificantes, epitáfios de gente ilustre... era um projeto muito simples, de certa propriedade, e não custava levar adiante. assim, menos por real interesse no assunto que por desinteresse na realidade que então me cercava, comecei. costumava publicar um ou outro no antigo "além d alguém", sob a série que resgato agora, "os melhores meus epitáfios"...

passou pela vida sem saber
da dor que o amor desperta.
perceber que o sofrimento nu,
certa e claramente, é o melhor
que pode essa, a vida, oferecer.

27 de janeiro de 2007

details

... difícil explicar o porquê de fotografar um cabo num tronco de árvore?

... e o que dizer do extremo de um portão?

... ou da base de uma luminária? tenho já resposta às minhas questões.

história do blog

não lembro o título do meu primeiro blog, mas sei que tinha algo de cinema, teatro e literatura... isso no título, porque o blog mesmo, esse tratava de assunto nenhum! puro nonsense, e da pior qualidade. o segundo levou o título de "além d alguém", assim, e tinha aspecto de diário. o terceiro, "homem d gris", puro passatempo... não muito saudável, admito, persistiu com a mesma temática que enterrou os seus anteriores. o quarto batizei "sem palavras" – convencido de que não tinha mesmo nada a dizer. o quinto, proposta de um espaço de discussão sobre miudezas, nunca emplacou. e o sexto... esse foi sacrificado para dar lugar ao presente, "causos e retratos". por quê? era o mais insustentável de todos os seis! denominado "diário d gratidão", foi uma tentativa de descobrir beleza nas pequenas coisas; ver o lado positivo de cada situação... mas da pior maneira possível. eis alguns dos tópicos abordados: o feijão não estava tão salgado a ponto de comprometer a refeição; hoje não tomei nenhuma cerveja quente; o vizinho fã de césar menotti e fabiano tem um aparelho de som mais potente que a vizinha apaixonada por asa de águia...

como o sexto é o único que de fato deixou de existir, pretendo, algum dia, retomar, aqui, alguns dos temas nele desenvolvidos. questão de nostalgia...

b&w

... curioso.

... sem mais o que fazer.

... não sei por que, mas gosto demais dessa uma.

... um tanto tonto, ainda cansado e com sono.

... o amigo experiente, jamal lucas, estava por perto. não criticou!

experiments

... um cantinho da igreja.

... essa me roubou uma noite inteira, mas acho que valeu.

... em frente ao museu... não sei dizer se é arte! gostei.

... ainda na balada, uma última foto antes de ir.

the hall

there’s a hall in front of me
a damn huge hall i can see
till choose not to look anymore
can the option hall disappear?

eyes opened again i notice a door
not one but many; i don’t know what for
i decide then to check the track
expecting to find some base or lore

few steps later i see myself coming back
thinking that i am possibly mad
close is too far and i can’t get there
i've got my face down, exhausted and sad

but i should proceed, i must dare
it can’t be risky – it’s a hall not a lair
i’m not gonna find any puma or bear
with nothing to lose i should go there

26 de janeiro de 2007

mais ditados... letra "a":

a amar e a rezar ninguém se pode obrigar.
a bom entendedor meia palavra basta.
a carne é fraca.
a fome é o melhor tempero.
a fome faz sair o lobo do mato.
a fruta proibida é a mais apetecida.
a ignorância é a mãe de todas as doenças.
a justiça tarda mas não falha.
a ocasião faz o ladrão.
a preguiça é mãe de todos os vícios.
a pressa é inimiga da perfeição.
a sorte de uns é o azar de outros.
a união faz a força.
a voz do povo é a voz de deus.
achado não é roubado.
água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
águas passadas não movem moinhos.
amigos, amigos; negócios à parte.
antes só do que mal acompanhado.
antes tarde que nunca.
aqui se faz, aqui se paga.
as aparências enganam.
azar no jogo, sorte no amor.
a cavalo dado, não se olham os dentes.
a césar o que é de césar.
a concha é que sabe o calor da panela.
a corda arrebenta do lado mais fraco.
a esperança é a última que morre.
a galinha do vizinho é sempre mais gorda.
a melhor espiga é para o pior porco.
a mentira tem pernas curtas.
a morte não espera.
a necessidade faz a lei.
a noite é boa conselheira.
à noite todos gatos são pardos.
a palavra é prata, o silêncio é ouro.
a pior roda é a que mais chia.
a primeira pancada é que mata a cobra.
alegria de pobre dura pouco.
amigo de todos, amigo de ninguém.
amizade remendada, café requentado.
amor com amor se paga.
amor sem beijo é como macarrão sem queijo.
anda em capa de letrado muito asno disfarçado.
antes calar que mal falar.
antes perder a lã que a ovelha.
apos a tempestade vem a bonança.
as paredes têm ouvidos.
até os prédios mais altos começam de baixo.
atrás de quem corre não falta valente.
azeite, vinho e amigo: melhor o antigo.
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tópico original: velho ditado